segunda-feira, março 27, 2006

Segunda feira

A rápida sucessão de segundas-feiras só me faz lembrar que o tempo passa rápido demais...

Mas pelo menos essa segunda-feira tem algo diferente das 3 últimas: é a primeira desde que voltei de férias que inicio uma segunda feira 100% bem pro resto da semana. Nas duas primeiras eu estava numa ressaca brava. Na terceira, estava cansado após vários dias de insônia. Hoje estou bem.

Vou transcrever aqui um trecho da Oração dos Estressados, do Luis Fernando Veríssimo, que é ótima para o início de uma longa semana:

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...
- 12% na segunda-feira,
- 23% na terça-feira,
- 40% na quarta-feira,
- 20% na quinta-feira,
- 5% na sexta-feira.


Que seja feita sua vontade. Boa segunda-feira !


PS: Vou aproveitar este post para relatar o desfecho do lance duvidos do jogo entre Corinthians e Palmeiras. A Ana Paula foi no Terceiro Tempo do Milton Neves (que em geral eu nunca assisto pela overdose de merchandising e pelo fato do apresentador ser um anti-corinthiano primário). A história contada foi a seguinte: ela não teria visto a falta. Quem viu foi o outro bandeirinha, que tentou se comunicar com ela, mas houve falha na comunicação. Após o gol, ela pede pro árbitro não reiniciar a partida pra ter confirmação. O outro bandeirinha confirma, e na conversa com o árbitro e com o árbitro reserva, eles chegam ao consenso e anulam o gol. Dúvida: porque o outro bandeirinha não levantou a bandeira (também chamada de instrumento) pra assinalar a falta ??? Porque o outro bandeirinha não se comunicou diretamente com o juiz ??? Porque o juiz foi conversar com a Ana Paula, e não com o outro bandeirinha ??? E, last but not least: porque demoraram quase 2 minutos pra anular o gol se o sistema de ponto eletrônico era supostamente para agilizar a comunicação ???

Comments:
Miguel,

Na boa, acho que este é o típico caso em que tecnologia demais atrapalha! E muito! E olha que eu sou um defensor primário da tecnologia...

O problema é que com o ponto eletrônico e sem o devido treinamento, os árbitros da partida na verdade não conseguiram fazer tudo que precisavam ao mesmo tempo: o auxiliar teria que levantar a bandeirinha e ao mesmo tempo chamar o arbitro principal. Como ele resolvou falar no ponto eletrônico, esqueceu-se da bandeira... enfim...

Se a falta existiu ou não (eu acho que não, mas já vi alguns jornalistas que estavam em campo no ângulo contrário ao das câmeras da TV afirmando que a falta existiu) acho que é o menos importante. Erros no futebol não começaram a acontecer ontem e muito menos não vai acontecer mais. Alias, depois que eu aceitei o fato de que árbitros de futebol erram e de que futebol, assim como tod esporte em geral, não é uma coisa exata, eu comecei a gostar mais de futebol. O problema, para mim, neste caso, foi simplesmente o uso incorreto da tecnologia.

Bom, isto também não é uma novidade, mas não seria a hora de eu falar de outras situações em que usamos tecnologia sem que houvesse uma real necessidade dela ou sem que ela nos ajudasse efetivamente.

De qualquer forma, acho que foi proveitosa a experiência do ponto eletrônico. Sempre fazem experiências no Campeonato Paulista (por exemplo, quando tínhamos intervalos técnicos no meio dos tempos da partida). Invariavelmente tais experiências provam não serem muito proveitosas e são descartadas. Mas, mesmo que a idéia seja descartada, a experiência por si só é um sucesso, já que ela foi capaz de se provar ineficaz.
 
Concordo que nesse caso a tecnologia atrapalhou. Acho o seguinte: como você mesmo disse, o futebol é um esporte onde o fator humano e sobretudo os erros de arbitragem fazem parte do espetáculo. É obvio que existem limites, mas se não houvessem erros, os programas de debate televisivo perderiam boa parte do seu interesse e charme.
Acho também que a tecnologia pode e deve ser utilizada para prevenir falhas grosseiras. Mas se é pra usar, que seja usada de verdade, de forma a realmente evitar bagunça. No caso do jogo...o que aconteceu (pelo menos na versão oficial) foi que preocupados em conversar no ponto, nenhum bandeirinha levantou a bandeira assinalando falta. Se tivessem feito isso, já teria minimizado os problemas, porque se caracterizaria que algum deles REALMENTE teria vista uma falta. Se é pra esperar o lance, deixar rolar gol, comemoração, etc..pra discutir o caso, então que seja usado o recurso de replay para árbitros. Daí não teria engano: todo lance polêmico poderia ser revisto. Poderia adotar as mesmas regras que o tenis quer adotar: cada time teria direito a um numero X de reclamações por tempos, sendo penalizado caso fosse abusivo.
 
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