sábado, abril 15, 2006

Flanelinha

Ontem, fui com amigos numa balada na Vila Madalena em São Paulo. Bairro bem legal esse....tem todo o tipo de balada: caras,  baratas, na moda, alternativas, bares, discotecas...ambiente gostoso. Em geral eu paro o carro em estacionamento, mas ontem tinha vaga na rua, não muito longe de onde íamos, e parei na rua. Obviamente veio um flanelinha pedir pra olhar o carro, mas com uma peculariedade: ele,  de forma bem grossa, cobrou adiantado !!!! 4 reais !!!!! Que isso aconteça em shows e outros grandes eventos, eu já estou acostumado. Mas na rua em dia normal não rola. Eu disse que pagaria na volta, porque nada me garantiria que ele estaria lá..mas ele não arredava o pé. Como tinha que um estacionamento do lado, acabei voltando o carro e parando lá....não ia pagar adiantado e com certeza algo ia acontecer com o meu carro. Acabei tendo que pagar 10 reais adiantado, mas pelo menos lá tinha seguro e era protegido. Acho que a decisão foi acertada: um carro parado na frente ao bar em que estávamos foi roubado, e obviamente quando fomos embora  as 3 da matina,  o cara não estava mais lá.

Comments:
Pois é, curioso, aconteceu o mesmo conosco ontem, em outra parte do mundo: Balneario Camboriú. Estacionamos e o flanelinha veio com um bloquinho de papeis cobrando 5 reais adiantado. Pedimos pra pagar depois pois nem tínhamos certeza se íamos entrar na balada proposta, mesmo assim ele discordava. Disse que se não entrássemos ele devolvia o dinheiro, vê se pode. Mas diferente de você não pagamos e nao mudamos o carro de lugar e claro ficamos com medo de que algo acontecesse ao carro. A vontade de chamar a polícia foi grande! Mas, como desconfiávamos nem ficamos na balada em questão, estava muito cheia e mudamos pra outro bar (ate aquela hora nada havia acontecido ao carro, ufa, ainda bem). Fomos a outro bar: General Hann, com blues tocando ao fundo, "On The Rocks Blues Band", muito bom e paramos o carro em um lugar sem flanelinhas. Abaixo aos flanelinhas, principalmente aos que cobram adiantado!!!
 
Sao trabalhadores, obrigados a recorrer a informalidade e a delinquencia (alem de estorvo, a pratica dos flanelinhas, eh ilegal). Residuo diacronico de um sistema que gera poucas oportunidades. Mas entendo sua chateacao. Dificil sempre ver o lado estrutural das situacoes sociais.
 
Ver o lado estrutural permite entender os motivos, e tentar lutar por uma solução. E em geral eu sempre tento ver o lado estrutural. Mas isso não impede de ficar puto e triste ao viver num lugar onde a rua além de não ser mais segura, não é mais pública.
 
Os flanelinhas não têm autoridade legal para fornecer seus serviços.


Os flanelinhas dizem que guardam os carros, mas eles não pssuem autorização policial, então como podem "guardar" os veículos?


Os flanelinhas dizem "proteger" os carros, mas contra quem os carros precisam ser protegidos?


Nós, motoristas, sentimo-nos coibidos pela atitude ds flanelinhas, pois eles são muito incisivos e indelicados...


Os flanelinhas chegam e se apossam dos estacionamentos públicos, como se estivessem privatizando essas áreas, mas quem lhes concede autorização para tais atos?


Os flanelinhas ficam apontando vagas quando os motoristas se aproximam dos estacionamentos, mas os motoristas não precisam que se lhes apontem vagas – nós as podemos ver com nossos próprios olhos...


Os flanelinhas ficam supostamente auxiliando os motoristas a estacionar, dizendo "venha! venha! tá bom!" - mas nós motoristas não precisamos de auxílio para estacionar, muito menos tal imprestável auxílio...


Os flanelinhas nos forçam a aceitar um serviço não requerido por nós motoristas.


Nós, motoristas, sentimo-nos ameaçados – pois se não aceitarmos os serviços forçosamente oferecidos pelos flanelinhas, ficamos temerosos de que eles atentem contra nossos veículos.


Nós motoristas não temos mais tranqüilidade ao estacionar nem ao voltarmos para nossos veículos, pois logo um ente desconhecido se aproxima com abordagem ameaçadora.


Os flanelinhas fazem serviço ilegal em vias públicas; se algum incidente ocorrer com os veículos que eles julgam proteger, quem responderá pelo prejuízo, já que o serviço é ilegal?


Nós motoristas, como cidadãos brasilienses, não podemos ser coagidos a aceitar, e a patar por um serviço ilegal.


Há quem diga ser melhor que os flanelinhas guardem carros do que saiam roubando por aí. Mas devemos ver bem que não há nenhuma relação entre esses dois atos...
 
Pois hoje mesmo aconteceu algo parecido comigo, fui a um barzinho aqui no centro de Santos - SP, e como de costume fui parar numa rua, perto do barzinho. Logo que saimos, veio um flanelinha e cobrou 5 reais adiantado, não tinhamos troco e falamos que pagariamos na volta, o flanelinha pediu um gole da cerveja que um amigo, um dos 2 passageiros que iam comigo, e ele deu a cerveja com o que restava para o flanelinha. Após algum momento no barzinho, saí para pegar um remédio para o nariz no carro e na esquina havia outro flanelinha e pediu dinheiro antes que eu tivesse chegado ao carro. Eu ainda não tinha trocado o dinheiro, e como era outro, disse que não estava indo embora, e peguei o remédio. Depois, na hora de ir embora, quando cheguei ao carro, o vidro do lado do motorista estava todo quebrado, e havia sido levado o som e outros pertences que estavam dentro do carro. Não sei como não levou o "mp3" que meu amigo deixou no porta-luvas! Era estilhaço de vidro por todo carro, tivemos que limpar tudo para poder entrar no carro para ir embora. Logo em seguida passamos por um posto policial a menos de 100 metros dali, e procuramos ajuda e informações. Os policiais do local disseram que nada podiam fazer, pois para que pudessem prender os flanelinhas, por exemplo, alguém que tivesse sido abordado por um, deveria entrega-lo pessoalmente a policia, registrar B.O. como vítima. Mas como saberemos se isso seria seguro? Se de repente um bandido desses fizesse ameaças, ou até cometesse algum outro crime pior? A única saída fica sendo um estacionamento legal, que custa 10 reais, para que o carro fique em segurança, enfim... Agora nada posso fazer além de arcar com os prejuizos e passar a gastar mais dinheiro com estacionamento, para ter segurança, enquanto quem manda nas ruas são os flanelinhas, descaradamente, sem que a polícia possa fazer nada. Vocês se comprometeriam em entregar um desses à polícia? Correr algum risco, a custa do que?
 
Eu entendo muito bem, a vossa frustração e impotência, perante os "flanelinhas ou arrumadores"...
eu sendo da PSP (Policia Segurança Publica, em Portugal), encontro-me confrontado todos os dias com esses individuos, e os porblemas que eles causam aos condutores. Mas o pior, é quando um motorista me pede ajuda, a fim de resolver essa situação, a minha capacidade e eficia na pratica é nula ao quase nula. Porque simplesmente, ser "flanelinha", so encorre uma contra-ordenação leve (aqui em portugal de 60 euros/180 reais).
O qual, não ira pagar (porque ele nem esta ai pela coima ou ate a perfectura lhe da uma atestado de pobreza), e se eu recorrer a força fisica, ai eu estou praticando um crime (o que seria mais eficaz, porque essas "gente" so entende esse tipo de dialogo).
Esse flagelo, vem de cima, dos governasntes dos pais, se eles deram mais meios, efectivo, apoio juridico, etc (porque hoje em dia, eles so sabem falar de direitos do cidadão.....cade os deveres) a quem cabe proteger e zelar pelos direitos dos cidadãos, ai talvez essa "escumalia", não invadia as ruas e não utiliza-se o medo das pessoas, para ganhar dinheiro individamente.
So para conhecimento geral, um flanelinha, numa zona de diversão, em poucas horas, pode ganhar 150 reais/dia, ou seja, 4500 reais/mes liquido.
Isso tudo, pra manter os vicios (drogas, alcool, etc), uma vida de marginalidade.
Perante tanto dinheiro, é logico que esses caras, não querem trabalhar honestamente, como qualquer pessoa de bem, cumpridora dos seus deveres...
Obrigado e desculpa pelo erros comitidos.
Espero que voces, terao um olhar mais real desse mundo de "flanelinha ou arrumador", que desde ja, peço desculpa por não poder ser mais eficaz nesse campo, mas nos estamos fazendo o nosso melhor, conforme as armas que os governantes nos dão.
inte
 
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