terça-feira, agosto 29, 2006

Cirque du Soleil

Foram quase 4 meses de espera. Um relato resumido da aventura da compra dos ingressos pode ser lido aqui. Mas valeu cada minuto passado na fila da FNAC e cada centavo gasto.

O espetáculo Saltimbanco  do Cirque du Soleil é absurdamente incrível, não só pelas coisas que o pessoal faz (que apesar de ter visto,  me parecem impossíveis de serem feitas em condições normais de gravidade), mas também por todo o ambiente criado com a música ao vivo, as luzes, as roupas....é algo meio onírico, totalmente surreal. Destaque tem que ser dado aos número cômicos, com o personagem principal do show: uma mistura de clown e mímica hilária. O número na corda bamba também impressionante. Aliás, pessoas com problemas cardíacos deveriam evitar, pois alguns números realmente deixam o público tenso. Eu pelo menos fiquei...

Várias pessoas me disseram que o espetátulo que fui ver ontem, que é bastante antigo, é bem mais simples e menos espetacular que os atuais. Preciso conferir isso de perto...

terça-feira, agosto 22, 2006

Efeito colateral

Eu sou assumidamente viciado em meios de comunicação eletrônica. Aliás, sou viciado em comunicação, em estar em contato com pessoas. O ideal é ter contato físico, poder ver a pessoa ao vivo. Mas nem sempre isso é possível, portanto, qualquer outro meio é válido. Mas tenho percebido um efeito colateral disso:a diminuição de conversas ao vivo...

Vou tentar me explicar melhor.

Hoje em dia com MSN, skype, webcams, email, SMS e afins é muito fácil se ter contato em tempo real com pessoas em diferentes lugares do mundo, de forma cada vez mais barata, em geral gratuita. Esse contato diário e rápido pode dar a falsa sensação de que a pessoa está do lado. Um exemplo concreto é de uma amiga minha com quem eu tinha contato diário e que mudou de cidade. Isso já faz um ano e meio, e desde então nos vimos 3 vezes de forma muito rápida. Mas conversamos diariamente por email e MSN, e as vezes tenho a sensação de que faz apenas alguns dias que não a vejo.

Essa sensação é boa, sobretudo quando a distância é grande demais (Brasil e Europa por exemplo). Quando a distância é grande para não permitir um contato diário, mas pequena o suficiente para organizar encontros de tempos em tempos, causa um pequeno problema: acaba reduzindo a energia e para organizar encontros ao vivo. Afinal, estamos em contato..eletrônico, mas ainda contato. Então, não existe a necessidade de se mover mundos e fundos para se ver.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Deputado federal

O site Transparencia Brasil - Excelencias pode ser uma fonte interessante de pesquisa e um bom ponto de partida para escolha de candidato a deputado federal para as próximas eleições.

quarta-feira, agosto 16, 2006

E se....

A greve dos funcionários do metro deu a real dimensão do impacto que este meio de transporte tem sobre a cidade: São Paulo simplesmente ficou mais caótica do que já é, com engarrafamentos batendo recordes ! São 3 milhões de usuários todo dia. Isso porque a rede é bastante limitada, tanto em número de linhas quanto em regiões acessadas. Regiões importantes como Faria Lima, Berrini, Av. Ibirapuera, USP, Aeroportos dentre outras,  com grande número de escritórios (ainda) não são acessíveis de metro. Daí eu fico imaginando como seria o cotidiano se fossem..se a malha de metros fosse equivalente a malhas de cidades como Paris. A grande vantagem do metro é que ele torna possível uma estimativa bastante exata do tempo dos trajetos...o que em sampa é um grande luxo. Me lembro quando morava aqui e ia pra escola de metrô, na Vila Mariana: sabia que demorava 25 minutos de casa até a porta da escola, fosse qual fosse o dia ou horário ou meteorologia. Sem contar que metro não polui o ar, faz bem menos barulho....
Aliás, a algum tempo atrás, vi uma montagem que comparava uma rua inicialmente cheia de carros (supondo acho 2 pessoas por carro), e a mesma rua com o mesmo número de pessoas num ônibus e num bonde. A diferença era impressionante: com o bonde, a rua ficava vazia.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Terror

Lendo na internet e vendo na TV as notícias sobre o suposto plano de atentado a aviões descoberto pela Scotland Yard, não pude deixar de pensar em semelhanças com o filme V de Vingança . No filme, um atentado em massa usando armas biológicas faz com que um governo totalitário tome o poder. Descobre-se no final que o atentado foi organizado pelo próprio governo para justificar estado de sítio (se você não assistiu ao filme e pretendia...minhas sinceras desculpas por ter contado o final :-) ).

Não gosto de teorias de conspiração, apesar dos meus genes franceses (francês adora uma boa conspiração norte americana contra camembert e vinhos da Borgonha). Ê bem possível que realmente houvesse um plano. Mas será que é necessário fazer tanto alarde, causando um terrorismo psicológico quase tão nefasto quanto aquele causado pelos terroristas ? A resposta que me parece a correta é que todo alarde é sim para aterrorizar a população, para justificar uma política externa desastrosa. A prova disso é que apesar do caos no aeroporto de Londres, ninguém parecia estar chateado ou reclamando...afinal, poderia ser pior.

No famoso episódio da primeira onda de ataques do PCC em São Paulo, muito do medo e do caos instaurado na segunda-feira pós dia das mães foi puro boato. As falsas notícias correram a internet numa rapidez alucinante, com falsos emails, pessoas que repassavam notícias sem verificar a veracidade, e jornais online com manchetes bombásticas (como a Folha, com seu banner São Paulo sob ataque, igual ao usado no 11 de setembro).

Um post do blog da soninha transcreve um texto do Finantial Times, bastante interessante. Uma frase eu gostaria de transcrever aqui, como fecho para este texto: "Jornalistas – e terroristas – são perfeitamente capazes de espalhar hipérboles sem a ajuda da polícia. A melhor resposta ao terrorismo é não se aterrorizar". E não aterrorizar os outros.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Cinema

Uma das vantagens de se morar em grandes cidades (alguma tinha que ter) é que dependendo de onde se mora ou trabalha, dá pra se fazer muita coisa a pé. Não ter que usar o carro é um grande privilégio.

Aqui em Sampa estou trabalhando por uns tempo em um projeto em Moema, que é um bairro bem agradável, com muitas opções de almoço por perto, praças, comércio de bairro. E ao contrário do que eu pensava, é relativamente tranqüilo achar um lugar para estacionar de manhã sem ter que pagar Zona Azul ou estacionamento e sem ter que andar kilometros para chegar ao escritório.

A noite, estou dormindo na casa da minha avó nos Jardins, ao lado da Paulista. Ontem aproveitei para ir a pé ao cinema, na sala Reserva Cultural, que fica ao lado da Gazeta na Av. Paulista. É dessas salas que você só encontra em cidades grandes, não pelo tamanho (é pequena) ou pela qualidade da projeção (que no caso é muito boa). Mas pelo fato de ter uma livraria do lado, ter um local agradável para se esperar, eventualmente comer, e por ter uma programação um pouco diferenciada com filmes que nem sempre saem em grandes redes de salas, sobretudo em Campinas.

Fui ver Zuzu Angel. Belo filme, bastante triste e duro (as cenas de tortura são de uma realidade estarrecedora). O Daniel de Oliveira e a Patrícia Pilar estão ótimos. Aliás, eu já tinha ficado bastante impressionado com a atuação do Daniel Oliveira no filme Cazuza: a semelhança física dele com o cantor, sobretudo no final do filme (na cena do último show do Cazuza, já com AIDS) é absurda. O cara perdeu muitos quilos para ficar com a mesma aparência magra.

Tem outros filmes que parecem ser bons passando. Acho que vou voltar hoje.


quarta-feira, agosto 09, 2006

Amamentação

O que se pode esperar de gente que fica horrorizado, sem graça ou incomodado ao ver uma foto de uma mãe amamentando uma criança na capa de uma revista especializada ?

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u63164.shtml

Se eu não me engano, há alguns anos atrás uma mulher foi processada nos EUA por atentado ao pudor ao amamentar seu filho em praça pública.

Não é de se admirar que depois votem no Bush e financiem guerra após guerra.


sábado, agosto 05, 2006

TAM

Aproveito o Wi-Fi do aeroporto para fazer uma crítica à TAM: uma empresa que pretende se firmar como a principal linha aérea brasileira não pode ficar constatemente atrasando seus vôos. Na vinda atrasei uma hora, e agora 35 minutos. Muita gente me dizia pra pegar a TAM em detrimento da Gol, porque a Gol atrasava. peguei a Gol 3 vezes e NUNCA atrasei..e a TAM....

Wi-Fi..en passant

Andei tentando conectar nos pontos Wi-Fi disponíveis em alguns aeroportos e shoppings, mas todos eles dependem de um serviço chamado Vex, que obviamente é pago.

A alguns dias atras, receei uma mensagem da Claro dizendo que o acesso Wi-Fi via eles continuava gratuito até o final de agosto. Como eu achava que isso era via banda larga no celular, e usando Bluetooth para acesso via computador, não prestei muita atenção. Mas hoje, tendo em vista a uma hora e meia de espera que tenho até meu vôo, resolvi verificar na lista gigantesca de provedores associados à Vex, e lá estava a Claro. Mandei um torpedo e recebi minha senha.

E cá estou eu blogando. Ooooo vício.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Going to BH

Por motivos profissionais, tive que vir passar dois dias em BH. Um sacrifcio :-). E a viagem foi um tanto quanto cheia de probleminhas.

O meu vôo saía de Congonhas em São Paulo as 18h. Como atualmente estou trabalhando num projeto que ficao ao lado do aeroporto, ja saí de casa com minhas malas e combinei com uma amiga que me daria carona pra passar me buscar as 16h30.  Às 16h50 estava na fila do check-in. Às 16h52 estava frente a frente com a moça no balcão. Aí começaram os problemas...

O primeiro problema foi que eu achava que tinha um e-ticket. mas não tinha: a passagem foi emitida de Miami (não sei porque), e portanto eu tinha um PTA. Daí tive que ir até a loja emitir a passagem. A fila era gigantesca. Fui falar com a supervisora dizendo que eu precisava emitir a passagem e que em 20 minutos o check-in fechava, etc e tal..mas ela disse que eu tinha que fazer fila. Daí consegui uma fila menorzinha numa loja meio perdida no final do aeroporto, e a moça viu minha cara de desespero (nem tanto) e me fez pular fila. Voltei ao check-in faltando 5 minutos pra fechar o vôo, mas consegui mandar tudo direitinho. Dai saí correndo porque o embarque era imediato no portão 20. Cheguei na frente do portão 20, e o vôo que estava marcado lá era pra Porto Alegre. Fui olhar o display, e ví que na verdade o embarque era no portão 6..do outro lado do aeroporto. Ainda imediato. Daí saí correndo. 

Chegando lá..necas de embarque. O portão era o certo, tinha uma fila de gente..mas nada. E o tempo foi passando, passando. Com uma hora de atraso, nos avisaram que o avião tinha problemas, e que iria atrasar e não tinha previsão. Daí fui comer um pão de queijo (pra ir me aclimatando com minas) e comprei uma revista. Finalmente o vôo saiu, com uma hora e meia de atraso.

O comandante até tempo explicar o motivo, mas não entendi muito. A boa surpresa foi que o vôo iria durar apenas 50 minutos, e não os 80 previstos. O engraçado é que as aeromoças pelo jeito não sabiam disso, porque o avião começou a descer bem quando elas estavam no meio do serviço de bebidas ! Deram um jeito de fazer tudo a toque de caixa, e guardaram os carrinhos e sentaram pro pouso. 

Chegamos....

O último fato curioso da viagem foi a senhora do meu lado, qe tinha pavor de aterrisagem e decolagem. Por momentos achei que ela fosse ter um ataque do coração. Mas sobreviveu.

quinta-feira, agosto 03, 2006

A gente vai se falando

Eu:  "E ai, vamos fazer algo dia tal ?" 

Meu interlocutor: "Pode ser. A gente vai se falando..."

Essa resposta, em geral, me deixa bastante irritado. Soa para mim como se o interlocutor não esteja com a mínima vontade de fazer algo, e na falta de uma desculpa boa prefere empurrar com a barriga com esperança que o algo caia no esquecimento. E aliás, as vezes que eu ouvi o "vamos se falando..", não voltei a falar com a pessoa em questão num curto prazo.

Na boa....."A gente vai se falando" não. Prefiro que diga "Nem a pau".

quarta-feira, agosto 02, 2006

Superman 3

A mais recente aquisição cinematográfica-devedezística la de casa foi o box com os filmes do Superman, que foi lançado aproveitando o hype do novo filme. E nós, como bons consumidores, caímos direitinho. Sem contar que Superman é um clássico !

Aproveitei pra rever o terceiro filme que não tinha visto há muito tempo. O primeiro eu revi recentemente na televisão e o segundo eu vi várias vezes por que tínhamos gravado em VHS. E eu gostei muito ! Não me lembrava da história, e tinha receio de achar o filme bobo. Mas é muito legal e divertido.

A primeira sequência de cenas, que mostram vários pequenos incidentes numa manhã de Metrópolis, é muito engraçada. Óbvio que tem alguns pretextos meio absurdos pra fazer o Super-Homem aparecer, como a cena do carro que bate num hidrante e começa ficar cheio de água por dentro, e ninguém consegue abrir as portas que obviamente ficam bloqueadas. Só o Super-Homem consegue tirar o cara de dentro, arrancando parte do teto. But lets face it: o personagem principal é um alienígena que voa, tem super poderes e usa a cueca do lado de fora. O resto, a gente aceita numa boa.

terça-feira, agosto 01, 2006

Frio do C%$*&^@

Coisas de São Paulo. Semana passada tava um calor absurdo, dias ensolarados, humidade relativa do ar baixíssima, noite bem quentes e abafadas. De repente, chegou a famosa frente frio da Argentina, e junto com ela o frio, muito frio. Sem contar o tempo chuvoso. Na verdade, eu prefiro temperaturas mais baixas para o dia a dia: trabalhar com calor é cansativo demais, e muitas vezes não tem solução. Ficar o dia todo com ar condicionado ntambém não é o ideal. Quando tá frio, um casaco resolve.

Meu grande problema é a falta de sol, de luz.

Uma coisa que eu adoro no inverno paulista é a luz incrível, e o céu azul. Já cometei aqui antes que sair de manhã com este visual dá um ânimo bem diferente pro resto do dia.Chuva é triste. Só é bom pra se ficar em casa, assistindo um filme debaixo de cobertor ou lendo um livro ouvindo boa música ou batendo papo bem acompanhado. Se puder ter lareira (com aquele cheiro gostoso de madeira queimando e aquele barulhinho de estalo) e um vinho e algo bom pra beliscar, melhor ainda :-).

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