sábado, setembro 23, 2006

Pos-produção

Há algum tempo atrás, li uma artigo na revista MacMania contando a produção de um clipe do Pato Fu, editado num PowerBook G4. O cara falava que na véspera da entrega, as duas da manhã, ele deu os retoques finais no clipe e colocou pra rendererizar, processos que levaria algumas horas.

Alguns anos depois, cá estou eu renderizando um vídeo institucional no meu MacBookPro, de madrugada, véspera do deadline.

Explico...

Primeiro ponto: eu gosto bastante de brincar de videomaker. Quando tinha 14 anos, ficava fazendo filmes curtos com amigos usando a primeira filmadora que meus pais compraram. Na época, o processo de edição do curta-metragem era bem arcaico: direto na câmera. Basicamente, filmávamos as cenas sequencialmente, e se errasse, voltava a fita e filmava de novo.

Daí o tempo passou, e adquirimos uma câmera DV, que eu usei pra filmar viagens com galera da facul e afins. Só que não sabíamos muito bem o que fazer com o material gravado, além de ver direto na TV. Alguns meses depois eu fiz um upgrade do processador do meu antigo iMac e ganhei de brinde uma porta firewire. Com isso, podia passar os vídeos direto para o computador e editar no iMovie da Apple. O mundo da pós-produção se abria diante de mim!!!! Me divertir bastante editando os filmes das férias, colocando trilhas sonoras, efeitos especiais, títulos, e em alguns casos transformando várias horas de lixo em curtas-metragens legais de serem assistidos.

No ano passado, uma amiga minha pediu pra eu monta pra ela um vídeo com fotos da turma da sala dela. A idéia era pegar um clipe do Village People e fazer uma montagem com fotos da galera em poses..hmm..digamos...comprometedoras. Como meu computador não estava mais aguentando o tranco, fiz esta montagem no computador do namorado dela, e tivemos que instalar algum software. Como miséria pouca é bobagem, instalamos o Adobe Premiere que é um software de edição não linear profissional. Eu aprendi bastante rapidamente a usar o programa (não em todos os detalhes, mas o suficiente pra editar algo decente) e o resultado final, após 30 horas de trabalho, foi um clipe de 3 minutos bem divertido.

Um ano depois, a coisa está se profissionalizando. O namorado desta amiga, que aliás é meu amigo e ex colega de facul, pediu pra eu montar dois videozinhos de apresentação de uma ONG na qual ele atua. O primeiro eu montei no iMovie da Apple mesmo, que é bem simples mas permite fazer coisas bem feitas de forma rápida (quando o produto final é relativamente simples). Já o segundo eu decidi montar usando o Final Cut Express da Apple. Este programa é a versão light do Final Cut Pro, utilizado pra montar filmes como Cold Mountain e King Kong.

E cá estou eu finalizando o dito cujo, que será apresentado amanhã de manhã. Ou melhor, daqui a algumas horas, já que já são 3 da matina.

O pior de tudo isso é que adivinhem quanto que eu vou ganhar por tudo isso ???? Um chopp, no máximo.

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